2013 diz adeus

Os melhores de 2013 estão nos jornais. Se são os melhores não sei. Mas vi tanta coisa que não queria ter visto. Vi tanta realidade, que preferia estar sonhando.

De qualquer modo, de um jeito ou de outro, o país se revoltou, gritou pelas ruas, levou bala de borracha e gás lacrimogêneo. E quando menos esperávamos, o orgulho nacional foi apedrejado, deturpado.

Em outros lugares; nos hospitais, por exemplo, as filas aumentaram e os tempos de espera extrapolaram o horário nobre. Falando em nobre, não vi muito a presença da nobreza por aí. Alguém sabe onde guardaram o seu verdadeiro sentido?

Vimos sim, mais um rei do camarote, querendo ser visto aos quatro ventos e ganhando em troca uma “memetização” monumental, uma exposição indesejada. Legitimidade dos coxinhas brasileiros, alucinados pelas “minas da balada” e pela “ostentação de uma bebida que pisca”. Autenticação da futilidade nacional. Fato que remete à supervalorização do ter e do querer parecer, que muitas vezes foram sinônimos de exposição, privacidade divulgada e egocentrismo (quase que) doente.

Vimos a música nacional transformando-se em composições sem sentido e em ritmos desconcertantes e discordantes. Repetições exacerbadas de “lek lek”, “lê lê lê”, “poderosas” e “recalcadas” (termos que não acrescentaram muito ao vocabulário dos brasileiros).

Não quero ser pessimista. Lembrem-se também que presenciamos o decreto da prisão dos Mensaleiros (vulgos corruptos nacionais que pareciam impunes). Agora, se suas punições serão realmente cumpridas são “outros 500” (meme do milênio passado?).

Outro fato, bem visível foi a expansão da Internet, que fez também com que aumentassem os xingamentos, as ofensas e as revoltas. Mas não só isso, tivemos também alguns pontos positivos, como o aumento dos debates sobre determinados assuntos com um alcance global. Pudemos presenciar opiniões dissonantes, em âmbito nacional, sobre uso de drogas, política, corrupção, impunidade, direitos humanos, preconceitos, injustiças, etc. E em alguns momentos, até mesmo, a solidariedade.

De fato, a Rede Mundial de Computadores nos aproximou em determinados casos. Já em outros, nem tanto. Percebi em 2013, uma nação que viveu voltada para esse meio, não que eu ache isso de todo ruim, mas os protestos, por exemplo, para alguns virou somente imagens para serem divulgadas em seus perfis na redes sociais.

Um 2014 se aproxima. E o que podemos esperar? Teremos um ano repleto de informações e movimentações. Logo virando a esquina, teremos a Copa do Mundo. Qual será o seu legado? Quem a queria? Nem todos. Mas como dizem: “manda quem pode”. De todo mal, alguns piores. Posteriormente a ela, teremos as eleições. E em meio a isso, as propagandas, os discursos e os debates prometem ser excitantes.

Espero que o Brasil não durma no ponto, e que nós, brasileiros, não esqueçamos que o futuro da nação não dura apenas um mês. Que no final de 2014 eu possa remeter aqui muitas coisas positivas.

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