A faceta religiosa-política e os direitos humanos

Declaremo-nos seres humanos livres, iguais e distintos e ao mesmo tempo com os mesmos direitos.

Este seria o princípio de toda a vida. Todos teríamos os meus direitos, independente de credos, cores, amores, dores, personalidades, gostos musicais, ideologias… Todos seriam iguais.

Estavam brincando, não é mesmo? Ou vai me dizer que esse discurso era para ser verdade? Isso, para mim, assemelha-se a certa distorção e a um barulhento ruído sem fim.

Hoje temos um ambiente amplo de compartilhamento de conhecimentos e ideias. Dentro deste ambiente, vemos as diversas faces da sociedade brasileira se inserindo no meio digital e os pensamentos sendo discutidos e opinados de variadas formas. Cada vez mais, o ser humano está procurando expressar-se de algum modo, mesmo que muitas vezes não faça sentido algum.

Percebo um país enlouquecido, e esta loucura diz respeito ao que falamos, como agimos e como nos portamos diante dos fatos. A cada instante, um novo acontecimento é apontado pelos meios de comunicação, e as redes sociais se tornam um espaço de divagação de ideias, algumas até mesmo precipitadas, outras ignorantes e outras sem motivo de existirem, mas, diante disso, há de se convir que a sociedade quer ser ouvida.

Isso nos mostra um país que almeja a mudança moral e ética em seu desenvolvimento. O Brasil está regrado por uma ditadura que se implanta com alcunhas religiosas no ambiente político e se torna um local de apoderamento e julgamentos inaceitáveis de um fundamento indigno de ser ouvido.  O direito humano nacional está se distorcendo.

Somos seres iguais por trás da pele que nos protege, do dinheiro que nos engana, da ganância que nos cerca e das crenças que nos tapam os ouvidos e olhos. Somos seres pensantes e também feitos de alma, a qual não julga e não acusa diferenças e exclusões sociais. Somos seres iguais, de pele e osso, diferentemente do que muitos julgam por aí.

Estranho é perceber defensores do “bom” cidadão e da “boa” família, julgando, desrespeitando e implantando preconceitos nas mentes da sociedade.

Não é de hoje que a política no país não é um bom exemplo a se seguir, mensalão para cá, laranjinha para lá, um parente empregado, o bolso farto de um deputado, uma conta no estrangeiro e uma lavagem de dinheiro. Parece até poesia, rimada e bem pensada, mas não é, meu caro, a sociedade não é poesia. A sociedade está se corrompendo por motivos, que cá entre nós, são outros.

Todos os dias, famílias e famílias sofrem no país, mas não é por casos como mencionam os nobres senhores. É pela educação de pouca qualidade, pelo desprezo social e pelos roubos dos cofres públicos do que poderia ser investido em uma melhoria social. É pela violência que afeta a nossa vida todos os dias.

Ah! Meu caro, o problema da sociedade não é se sou negro, ateu, gay, branco, índio, muçulmano, americano, católico etc… O problema está em não olhar cada ser com o coração verdadeiramente.  A solução não está no seguir preceitos escritos ou leis já outorgadas, ela está no sentir o outro e estar na vida do outro. A partir daí, é que os direitos humanos começam a nascer.

 

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